Arquivo FolhaMão de ferroPedro Granado, secretário de Emprego e Relações do Trabalho: ‘‘O Estado vai gerenciar e controlar os empresários que tomarem os recursos’’Suspenso desde outubro do ano passado, por causa do elevado nível de inadimplência dos pequenos e microempresários, o Programa de Geração de Empregos (Proger) foi reaberto ontem no Paraná pelo Banco do Brasil.
Os empresários de 389 municípios paranaenses poderão ter empréstimos de até R$ 50 mil para programas de ampliação da empresa, que possibilitem o aumento do número de funcionários. O Proger foi interrompido quando a inadimplência ultrapassou o limite máximo de 2,7% e saltou para 7,2% no Estado.
Além do Paraná, a maioria dos outros Estados teve o programa cancelado por excesso de inadimplência. Para conseguir reabrir a linha de financiamento, o Banco do Brasil calculou, separadamente, o índice de falta de pagamento de cada município, em vez de manter um percentual médio estadual, fator que excluía todos os municípios do programa.
O cálculo em separado permitiu que apenas as cidades com nível inferior a 2,7% de inadimplência pudessem se reabilitar ao Proger. Ficaram de fora da reativação do programa os municípios de Apucarana, Bela Vista do Paraíso, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Maringá, Nova Aurora, Palmas, Paraíso do Norte e Rondon.
A reedição do Proger para o pequeno e o microempresário envolve uma série de responsabilidades que são assumidas pelo Banco do Brasil e pela Secretaria Estadual do Trabalho. O secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Pedro Granado, disse que o Estado vai ‘‘gerenciar e controlar’’ os tomadores de empréstimo.
Cabe à Secretaria definir quais segmentos da economia têm prioridade para se credenciar aos financiamentos e elaborar um programa de treinamento gerencial ao tomador do dinheiro. O Estado precisa ainda fazer um projeto de qualificação para os empregados contratados pelas empresas.
O assessor de crédito geral da superintendência estadual do Banco do Brasil, Evaldo Emiliano de Souza, disse que as regras do Proger permanecem inalteradas. O empréstimo tem um prazo de pagamento de 36 meses com um ano de carência. ‘‘O juro é de 5,33% mais a TJLP (Taxa de Juro a Longo Prazo)’’, informou.
A linha de crédito do Proger financiou R$ 342,4 milhões desde que foi criada, no final de 1995. O Paraná foi o Estado que mais aplicou recursos, totalizando R$ 49,3 milhões até 28 de fevereiro deste ano.

mockup