Profissonal deve negociar oferta de emprego
Agência Estado
De São Paulo
O profissional, mesmo estando desempregado, não deve sentir-se constrangido ou melindrado ao negociar condições de trabalho ou de remuneração quando recebe uma oferta de emprego. A negociação faz parte da contratação, diz Ricardo de Almeida Prado Xavier, presidente da Manager Assessoria em Recursos Humanos. Além de as empresas estarem acostumadas com esse processo, durante a contratação o candidato também estará sendo avaliado, por isso, se souber negociar, haverá maior interesse da empresa sobre ele.
Por isso, a primeira orientação dos profissionais de Recursos Humanos para quem recebe uma proposta é: não tenha pressa. Peça um prazo de, pelo menos, 24 horas antes de dar a resposta, definitiva ou não.
Se a intenção for a de aceitar o convite, marque a primeira entrevista para uma data que permita a você um pouco de tempo para avaliar a proposta, orienta Thomas Case, fundador do Grupo Catho, consultoria especializada em recolocação de profissionais. Nesse período, conforme Case, procure obter o máximo de informações sobre a empresa, sobre os produtos ou serviços oferecidos.
Marcada entrevista, ainda de acordo com Case, deve-se colocar no papel tudo o que se pode discutir nessa primeira reunião: salário, benefícios, condições de trabalho e outras verbas que se pretende incluir na remuneração, como bônus, prêmios, ajuda de custo, participação nos resultados, etc.
Durante a entrevista, não se deve esperar que o entrevistador faça as perguntas. Deve-se procurar conduzir a conversa, mostrando que se tem conhecimento sobre a empresa e o seu serviço.
Ainda de acordo com Case, também não se deve dizer nunca que está concorrendo à vaga porque pretende-se ganhar mais ou obter crescimento pessoal. A empresa está mais interessada em saber o que você pode fazer por ela do que ela por você. Se ficar alguma dúvida, deve-se marcar uma segunda reunião, diz Xavier , da Manager. É normal o candidato esquecer algum ponto, por isso, se há alguma pendência, é melhor esclarecer logo, antes de aceitar a proposta em definitivo.
Em relação à remuneração, Case, do Grupo Catho, diz que se pode ter por base as pesquisas salariais publicadas nos grandes jornais. Mas levantamento do Grupo Catho com 1.356 executivos indicou que a remuneração negociada por um profissional fica, em média, 39,3% maior do que a do último emprego. Entre os profissionais empregados que recusaram a primeira oferta, 45,33% conseguiram um aumento no valor da proposta. Entre os desempregados, esse porcentual caiu para 34 39%.





