O setor de vestuário brasileiro teve, em 2000, um de seus melhores momentos. A beleza da ‘‘top model’’ Gisele Bundchen e o sucesso de estilistas e marcas nacionais no exterior comprovam o interesse crescente do mercado internacional pela moda brasileira. Mas, para alcançar o reconhecimento foi preciso que o setor se ‘‘profissionalizasse’’, como aponta o Sindicato das Indústrias de Vestuários do Paraná (Sivepar).
Conforme números divulgados pelo sindicato, o setor de vestuário na região conta com cerca de 380 fábricas, entre micro, pequena e média empresas, e emprega perto de 6,8 mil pessoas.
O presidente do Sivepar, Marcos Tadeu Koslovski, afirma que ‘‘as empresas passaram a se preocupar mais com a qualidade e o desenvolvimento de seus produtos, porque, sem isso, ninguém sobreviveria’’. O resultado imediato foi o crescimento das exportações.
Koslovski avalia que, de maneira geral, o ano foi bom para o setor, sobretudo no primeiro semestre. Entre os meses de agosto e outubro, segundo Koslovski, houve um pequeno desaquecimento, principalmente no mercado varejista, quebrado com a aproximação do Natal.
A empresária Conceição Valone Gorini, da Chamaha Confecções, conseguiu, este ano, aumentar o faturamento e a produção em, pelo menos, 30%, investindo em maquinários. ‘‘Este ano foi um dos melhores’’, comemora.
Ela também afirma que o setor passou a se informar e a se preparar melhor, por conta da forte concorrência. Conceição foi buscar nas maisons e fábricas de Milão, na Itália, informações que pudessem ser utilizadas por sua empresa, em Londrina.
Já a Blac Out Confecções, do empresário Gilberto da Silva, sentiu a forte concorrência e deve fechar o ano com uma queda no faturamento entre 10% e 15%. ‘‘Este é um dos setores que mais tem concorrência’’, aponta o empresário.

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