Profissional também é responsável pelos negócios
O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina e Região, Marco Antonio Bacarin, diz que a categoria passou por um processo de mudança desde o início da colonização do Norte do Paraná, na década de 1930. Antes, segundo ele, o trabalho do corretor se limitava a aproximar quem queria vender e quem queria comprar um imóvel. E hoje, além da formação técnica ou acadêmica exigida, o corretor é corresponsável pela transação. ''Hoje, se o corretor fizer um negócio mau feito ou algo que traga prejuízo para o consumidor, ele vai responder com seu patrimônio pelo dano que causou'', afirma.
Bacarin explica que a pessoa deve ter, obrigatoriamente, o registro no Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci), o que se consegue apenas depois da realização de algum curso reconhecido para a área. Segundo ele, o sindicato é responsável pela formação profissional e fixação da tabela de honorários, e o Creci é o órgão que fiscaliza o exercício da profissão.
Para o presidente do sindicato, a profissão de corretor tem grande importância social porque contribui para realizar o sonho da maioria das famílias. ''O maior sonho ser humano é ter uma casa onde possa abrigar sua família; e é o corretor que vai criar as condições para realizar este sonho. Por isso, o cliente não pode ser lubriado, por má fé ou imperícia, ou comprar alguma coisa que não atenda as suas necessidades''.
O candidato a corretor deve ter ao menos o segundo grau completo e fazer o curso de formação, onde vai receber noções de desenho e arquitetura, planejamento e urbanismo, direito imobiliário, língua portuguesa, matemática e matemática financeira. Após a conclusão do curso, o pretendente entra com pedido de inscrição e será avaliado por um conselho, que analisa se a pessoa está ou não em condições de exercer a profissão.
Bacarin não hesita em dizer que boa parte do desenvolvimento de Londrina, desde a chegada da primeira missão inglesa há 80 anos, se deve aos corretores de imóveis. ''Londrina é uma excelência na prestação de serviços, o que atrai as pessoas em um raio de pelo menos 100 quilômetros. Essa busca faz com que as pessoas tragam seus filhos para estudar e adquiram bens, o que mantém o mercado imobiliário sempre aquecido, mesmo em períodos em que a economia não é muito favorável'', afirma. (E.A.)





