Empregada doméstica há 25 anos na mesma residência em Londrina, Maria de Fátima Lopes teve a carteira assinada há mais de duas décadas pela profissional do terceiro setor Renata de Lara Leitão Itimura. Ela conta que a grande maioria das amigas que tem a mesma profissão também foram registradas há muito tempo, mas que todas ainda sentem falta dos direitos comuns a outras categorias. "Espero que isso mude logo, porque a cada dois meses dizem que nossos direitos vão começar a vigorar e sempre adiam."
Para ela, a regulamentação de benefícios trabalhistas é uma forma de se ter tranquilidade, por saber que pode contar com um auxílio em caso de doença. Porém, não acredita que a mudança vá atrair trabalhadores para o serviço doméstico. "O jovem de hoje estuda mais e tem outros tipos de oportunidades", diz.
Patroa de Maria de Fátima, Renata confirma que nada mudou na relação com a funcionária com a lei. "Pago INSS, ela sempre teve horário definido e almoçamos juntas e assistimos o jornal, então também faz o horário de descanso."
Renata diz que não paga o FGTS ainda e que aguarda a regulamentação para sanar dúvidas. "Mas acho que é justo, porque elas têm direito como qualquer trabalhador." (F.G.)

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