Cerca de 500 engenheiros agrônomos e florestais do Paraná estão recebendo treinamento para participar do Sistema Estadual de Certificação Fitossanitária de Origem (CFO). Eles estão sendo habilitados para avaliar a origem e sanidade dos vegetais e reconhecer o controle de pragas quarentenárias e emitir o CFO.
O certificado de qualidade atende exigências da Organização Mundial do Comércio, que deu prazo de cinco anos para que os países possam se adequar aos acordos internacionais. A princípio, o treinamento visa a emissão de CFO para a madeira e citros, mas a intenção é estender o controle a todos os produtos agropecuários de exportação do Estado.
Os profissionais serão treinados a reconhecer as produções que têm ou não essas pragas e habilitados a emitir o CFO. Numa segunda etapa, de acordo com o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná Carlos Augusto Parchen, serão feitos treinamentos também para a certificação de frutas e de grãos de exportação, com prioridade para a uva e a soja.
Acordos internacionais de comércio estabelecem que produtos sujeitos a ter pragas quarentenárias só podem ser exportados com a emissão da CFO. O diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria da Agricultura, Luiz Carlos Ratschbach, acredita que a certificação proporciona credibilidade da agropecuária do Paraná que passa a garantir novos espaços no mercado nacional e internacional.
Outra vantagem, segundo Carlos Parchen, é a possibilidade de rastreamento dos produtos. ‘‘Se um morango com agrotóxico causar uma intoxicação, por exemplo, com o CFO vai ser possível identificar a sua origem, o técnico responsável pela emissão do certificado, ver por onde o produto andou até chegar ao destino final’’, diz. Segundo ele, os investimentos iniciais serão compensados em pouco tempo, já que vai agregar valor aos produtos. ‘‘Foi o que ocorreu com a carne depois que o Paraná decretado área livre de aftosa.’’

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