A infra-estrutura da Região Norte, ou melhor, a falta dela está sendo discutida por profissionais das áreas de logística que atuam em grandes empresas instaladas em Londrina. O grupo de estudos de logística (Elo) foi formado há dois meses com o objetivo de pleitear melhoria da estrutura logística para região - através dos meios aéreo, rodoviário e ferroviário - e auxiliar as empresas para melhoria de sua logística.
Entre os principais gargalos da região enfrentados pelas indústrias são a distância dos portos e dos principais mercados consumidores do País, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Este longo trajeto a ser percorrido encarece o transporte das mercadorias produzidas na região, sufocado pelo excesso e pela alto valor dos pedágios. ''A carga tributária da região também deveria ser revista, o ICMS poderia ser reduzido para que as empresas se tornassem mais competitivas'', observa Fernando Martins, um dos fundadores do Elo e chefe de Logística da Café Cacique.
Outro problema é a falta de armazéns adequados e câmaras frias. ''A nossa intenção é realizar um trabalho estratégico de logística para reduzir os custos das empresas'', observa Martins. Além de discutir o problema da infra-estrutura regional, o Elo montou grupos de trabalho para discutir temas recorrentes ao setor como a tecnologia da informação, armazenamento e movimentação de mercadorias, entre outros assuntos. ''Queremos alavancar o papel industrial da região'', comenta.
Amanhã, o Elo promove um encontro para discutir as vantagens para a região da instalação do terminal de cargas em Londrina, administrado pela Infraero. Informações pelo e-mail: jsmsercomtel.com.br. (F.M.)

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