Profissionais ainda desconhecem regras
Garçons e donos de bares e restaurantes de Londrina mostram desconhecimento sobre o projeto de lei que incorpora a gorjeta nos salários dos empregados. Os proprietários têm muitas dúvidas sobre como vai funcionar e temem pela resistência dos funcionários, os quais ainda não sabem sobre as novas regras.
Para o sócio-proprietário do Da Silva Bar e Petiscaria, Raul Bueno, o fato de os funcionários terem de abrir mão de 20% do valor repassado para pagamento de impostos trabalhistas deve gerar resistência. "São valores que hoje colocamos na conta, mas que muitos estabelecimentos podem começar a tirar por causa disso", diz. Ele pretende manter o sistema de cobrança no futuro e lembra que faz o repasse mesmo que o pagamento seja feito com cartão de crédito, forma em que há 2,5% de custo.
O dono do Sr. Zanoni Choperia, Marlon Augusto Zanoni, considera que pouco vai mudar para comerciantes que hoje fazem o repasse integral. "Temos uma relação bacana com os garçons, nunca tive uma reclamação, e é um dinheiro que é pago pelos clientes para o funcionário", conta. No caso do Gelobel, o administrador do local, Bruno Endrigo Zanoni, diz que não é feita cobrança de 10% na conta ou no cardápio, para deixar o pagamento totalmente opcional ao cliente. "Não fará diferença. Já repassamos, eles sabem que é o valor correto, mas vai ser bom para eles por causa da aposentadoria."
Entre os trabalhadores, a notícia foi bem-vinda. "Claro que muitos garçons podem reclamar, mas hoje a pessoa pega a gorjeta e acaba gastando. Desse novo jeito, vai guardar para depois, para receber no fundo de garantia (FGTS) ou na aposentadoria", diz o gerente do Sr. Zanoni Choperia, Fábio Aparecido da Silva. O garçom Edyvandro Wellington Monteiro, do Da Silva, concorda. "Não vejo problema porque é algo que vai dar retorno para a gente." (F.G.)





