Profissão de modelo exige talento e atitude
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Gisele Mendonça<BR>Reportagem Local 
Mais que beleza, talento e atitude são fundamentais para os desejam trilhar uma bem sucedida carreira de modelo. A brasileira Gisele Bundchen é hoje a top mais famosa e bem paga do mundo porque, além de tudo isso, teve foco. ''Ela viu nisso o seu negócio e foi em frente. Esse é o diferencial'', destaca Dilson Stein, profissional conhecido como caça-talentos, responsável por ter lançado no mercado a própria Gisele e outras modelos mundialmente cobiçadas como Alessandra Ambrósio, Caroline Trentine, Isadora Domênico e Luize Altenhofen.
A equipe de Stein estará em Londrina neste final de semana para selecionar modelos. Trata-se do Projeto Modelo, um trabalho itinerante, que já passou por 23 estados, descobrindo novos talentos e orientando os passos de quem deseja seguir carreira (leia nesta página). Para Stein, ter talento significa fotografar bem e saber interpretar e desfilar. Ter atitude é um conjunto que envolve disciplina pessoal e profissional, determinação, foco.
''É fundamental saber que modelo não é emprego, é uma profissão regulamentada há 31 anos. Requer investimento financeiro e de imagem. Já vi mulheres e homens belíssimos que não deram certo (na profissão). O que faltou? Atitude'', avalia Stein. Ele diz, por exemplo, que Gisele Bundchen recebeu ''vários nãos'' no início da carreira e chegou a ficar um ano sem conseguir nenhum trabalho. Outro diferencial, na opinião do caça-talentos, é o apoio da família. ''O modelo se torna muito mais confiante''.
Ele explica que existem dois perfis de modelo: o comercial ou fotográfico (que faz catálogos, comerciais de TV, revistas) e o fashion (passarela). No primeiro caso, não há tanta exigência quanto ao biotipo e o retorno financeiro vem mais rápido. ''Todas as agências precisam de modelos comerciais. E o mercado está bastante receptivo para modelos acima de 20 anos'', diz.
Para passarela e campanhas de moda, o principal foco é o mercado internacional, de onde saem os maiores cachês. ''O retorno financeiro demora um pouco mais. Quando chega o sucesso, porém, ganha-se muito dinheiro fazendo também trabalhos comerciais'', diz Stein. Ele afirma que o Brasil tem poucos eventos importantes na área fashion e que os mercados mais fortes do mundo neste sentido são Nova York, Paris e Milão. Stein lembra ainda que hoje a profissão de modelo é um ''trampolim para a carreira de ator (atriz)''.
Na avaliação do caça-talentos, os aspirantes a modelo podem começar a carreira fazendo cursos ou então participando de concursos ou seleções. Se a opção for por um curso, Stein recomenda atenção. ''Temos bons cursos no país. Para escolher, é bom buscar referência e analisar se é atualizado'', diz.
Quanto à beleza, Stein observa que este quesito é bastante relativo no mundo da moda. Às vezes, ele diz, o que mais importa é ''um conjunto interessante''. ''Para o mercado comercial, por exemplo, beleza é fundamental. No entanto, não dá para definir o que é bonito. Cada um tem uma visão'', afirma.
Apesar da concorrência, Stein não considera o mercado saturado para modelos. ''Está sempre se renovando. Além disso, a modelo brasileira está muito valorizada no mercado internacional'', observa. Um setor que cresce bastante, conforme ele, é o infantil. ''É só observar a quantidade de criança que vende produto de adulto hoje em comerciais''.


