Professores e alunos da UEL vão ao Calçadão ensinar economia e finanças
EnTENDA vai levar à população londrinense noções de orçamento doméstico e orientações sobre como sair do endividamento
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de agosto de 2019
EnTENDA vai levar à população londrinense noções de orçamento doméstico e orientações sobre como sair do endividamento
Luis Fernando Wiltemburg - Grupo Folha 

Alunos e professores de Economia da UEL (Universidade Estadual de Londrina) estarão no Calçadão, nesta quarta-feira (14), fornecendo orientações sobre finanças e como fugir do endividamento. O EnTENDA é uma promoção do Departamento de Ciências Econômicas, em parceria com o Corecon (Conselho Regional de Economia) em Londrina e é promovido em alusão ao Dia do Economista, celebrado em 13 de agosto.
Esta é a décima edição do evento, que também ocorre em outras cidades paranaenses que têm graduação de Ciências Econômicas. Em Londrina, a tenda estará armada em frente ao Banco do Brasil da Avenida Paraná.
“O evento tem o objetivo de esclarecer a população sobre a necessidade de se pensar nas finanças pessoais e no orçamento familiar, além de apresentar a profissão de economista para as pessoas”, afirma o professor de Economia e delegado do Corecon, Jacques Dias.
Outra proposta é destacar a importância do economista para a sociedade, levando serviços gratuitos para a população. Também haverá a distribuição gratuita da cartilha "EnTENDA de Economia: Dicas para o Consumo Consciente".
A preocupação com o orçamento familiar toma maiores proporções no momento em que mais de 60 milhões de brasileiros estão endividadas, segundo divulgação do Serasa Experian nesta segunda (12). No Paraná, o número chega a 940 mil pessoas.
O professor também ressalta o crescimento do endividamento, com base em estudo do CNDL (Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas), em parceria com o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). O levantamento indica o número de inadimplentes cresceu 0,9% no primeiro semestre, contra 3,9% no mesmo período do ano anterior. “Está desacelerando, mas ainda está crescendo.”
Para Dias, a falta de uma educação formal nas escolas que prepare as pessoas a terem cuidado com o dinheiro tem influência direta nos níveis de inadimplência. “As pessoas aprendem na prática a lidar com um problema do dia a dia. Como não tem uma educação formal, como não as pessoas não obtêm conhecimento nenhum sobre orçamento familiar, isso acaba propiciando que ocorram gastos desnecessários, levando ao endividamento”, avalia.
Para ele, embora haja, em outros países, uma disciplina forma de economia, como existem, no Brasil, aulas de sociologia e filosofia, o ensino formal sobre finanças poderia ser incluído na grade curricular comum da matemática.


