Professora trocou o carro pela bicicleta
A professora de informática Josemary Galvão levou seis meses pesquisando e trocando informações para conseguir montar a sua bicicleta de alumínio, com 24 marchas, selim vazado e ergonômico, paralamas e sistema de sinalização. ''Verifiquei uma série de detalhes na composição para evitar futuros problemas de saúde, como desgaste ósseo, por exemplo. Tenho 43 anos, mas pretendo pedalar até morrer'', brinca a ciclista.
Ela começou a pedalar por diversão e há 15 anos faz da atividade a principal marca de um estilo de vida singular. A bicileta é o meio de transporte utilizado por Josemary para se locomover em Londrina e até em cidades da região. Ela trabalha como professora particular e pedala de 30 a 40 quilômetros por dia entre os diversos endereços de alunos.
No momento, porém, se recupera de um tombo de bicilceta e teve que diminuir o ritmo, alternando alguns percursos de carro. Quando estiver recuperada, ela diz que pretende tirar o veículo da garagem somente em dias de chuva ou em horários de sol intenso.
A professora enumera as vantagens deste estilo de vida: ''Estou contribuindo com a diminuição da poluição urbana; não preciso criar espaço na rotina para o exericício físico, pois faço isso naturalmente; estou constantemente oxigenando meu cérebro e fugindo do estresse'', diz. Os contras? Ter que pedalar entre carros e motos, porque Londrina ainda só tem pequenos trechos de ciclovias.
O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) informa que o Município aguarda liberação de recursos para implantar projeto de 65 quilômetros de ciclovias nas principais avenidas da cidade. O projeto foi embasado em uma pesquisa feita pelo instituto, que identificou as principais necessidades de quem usa a bicicleta como meio de transporte. (G.M.)





