Professor da UEL defende padrão sanitário brasileiro
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sexta-feira, 03 de junho de 2011
Nelson Bortolin <br> <br> Reportagem Local 
O médico veterinário e professor da UEL, Francisco Augusto Coelho Marques, considera ''praticamente impossível'' os frigoríficos exportadores brasileiros apresentarem problemas sanitários. ''Os mercados internacionais são muito exigentes e ainda mais em relação aos países em desenvolvimento'', afirma.
Segundo ele, o Brasil segue rígidos padrões de fiscalização e os técnicos federais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vão aos frigoríficos ''duas ou três vezes'' por ano, onde realizam exames microbiológicos do produto e da água utilizada no seu processamento. ''São pessoas independentes. Os técnicos são remanejados constantemente para fazerem análises em outros estados de modo a evitar qualquer vício na relação com os frigoríficos'', destaca.
O professor acredita que poucos países estabeleceram um padrão de qualidade tão eficiente quanto o Brasil. ''Por não sermos um País desenvolvido, temos de cumprir exigências exorbitantes. Você vai encontrar nos Estados Unidos e na Europa frigoríficos com condições inferiores às nossas'', afirmou.
Para Gilmar Vieira, supervisor do Conselho de Sanidade Agropecuária (CSA) de Toledo, região responsável por 40% da produção paranaense de suínos, os russos estariam utilizando argumentos de ordem sanitária para embargar a carne brasileira, mas o problema seria comercial. ''Temos feito tudo que se recomenda, apesar da deficiência de pessoal'', afirma.
No início do ano, o governador Beto Richa demitiu os fiscais sanitários que atuavam em regime temporário celetista. Aos poucos, o Estado vem repondo o pessoal aprovado em concurso público. O secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, diz que o governo está criando a Agência Estadual de Defesa Sanitária e que serão contratados 500 profissionais para todas as unidades da secretaria no Paraná.


