Professor aponta diferencial de mercado
O professor de Marketing, João Luiz Gilberto de Carvalho, diz que algumas empresas trazem informações em braile por conta própria em alguns de seus produtos, mas reconhece que a falta de exigência legal impede que um número maior de empresas siga o mesmo exemplo. Até onde eu sei, não existe nenhuma obrigatoriedade e nenhuma discussão sobre o assunto, assim como o prazo de validade ou outras situações desse tipo que estão previstas no Código de Defesa do Consumidor.
Carvalho convidou, certa vez, os representantes de uma entidade que trabalha com deficientes visuais para falar sobre o problema em sala de aula e soube, na oportunidade, que a inscrição em braile na embalagem é importante não apenas na hora da compra. O pessoal comentou que a inscrição em braile é um ótimo referencial dentro de casa para o armazenamento na despensa, no armário ou no banheiro, afirma.
Segundo ele, as informações em braile seriam um importante diferencial de mercado para qualquer tipo de empresa, mas reconhece que o espaço é relativamente pequeno na maioria das embalagens. Mesmo assim, ele acredita que as indústrias de medicamentos deveriam ter esta preocupação.
Carvalho já participou de eventos na área de Marketing no Exterior e observou que em outros países há uma quantidade bem maior de embalagens com informações em braile. O País que mais chamou sua atenção no aspecto positivo foi a Suécia. A diferença é gritante quando comparada com outros países, afirma. (E.A.)





