Proex inicia ano de caixa baixo
O Programa de Financiamento às Exportações (Proex) vai começar o ano com seus recursos limitados. Em 2000, serão destinados R$ 800 milhões para o financiamento direto e outros R$ 800 milhões para a linha de equalização de taxas de juros – uma espécie de subsídio que compensa a diferença entre as taxas aplicadas no Brasil e aquelas oferecidas para os concorrentes estrangeiros, mais baixas.
No ano passado, com recursos igualmente restritos no Orçamento, o Proex contou com R$ 803,4 milhões para o financiamento e R$ 749 milhões para a equalização, apesar de ter dobrado o número de produtos com direito a acesso – de 4.365 para 8.811 itens.
Segundo Rubens Amaral, mesmo com essa limitação e com as dificuldades de colocação do produto brasileiro no exterior, cerca de 300 exportadores recorreram ao Proex no ano passado. Desse total, 65% eram empresários que começavam a atuar no setor externo. Para 2000, a expectativa é que 400 novos exportadores se valham do programa, principalmente os de pequeno e médio portes. Dentre as linhas oficiais, as do programa BNDES-Exim são as que mais recursos contarão para destinar aos exportadores. Serão R$ 6 bilhões, conforme afirmou o diretor Renato Sucupira. Em 99, foram R$ 3,8 bilhões.