Proer será extinto até fim de junho
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quinta-feira, 08 de maio de 1997
Agência Folha de Brasília 
Arquivo FolhaMissão cumpridaLoyola: Sempre dissemos que o Proer era temporário, então encerramos o mais rápido possívelO presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, disse ontem que o Proer (programa oficial que incentiva a incorporação de bancos) será extinto até o final do primeiro semestre deste ano. Se a crise do sistema financeiro acabou, a tendência é que os recursos do Proer não sejam mais utilizados e que ele seja revogado ainda neste semestre, disse ele, depois de assinar um convênio com o Cade (Conselho Administrativo de Direito Econômico).
Segundo Loyola, o governo pretende acabar com o Proer, criado em novembro de 95, o mais depressa possível. A gente sempre disse que o programa era temporário, por isso vamos acabar com ele o mais rápido possível. Loyola afirmou que, após o ajuste no sistema financeiro privado, o que preocupa o governo é uma solução para os bancos estaduais. O convênio assinado pelo BC com o Cade vai possibilitar a troca de informações e permitir a avaliação dos efeitos das fusões e incorporações de bancos na concorrência no setor financeiro.
Como exemplo, Loyola disse que a utilização do Proer viabilizou a transferência das atividades bancárias do Bamerindus para o Hongkong and Shanghai Banking Corporation e deu condições para manter a concorrência no sistema financeiro. Segundo ele, o governo estava não queria tirar do mercado o Bamerindus, um banco de varejo, para manter a concorrência com outras instituições que atuam no setor.
O governo liberou R$ 20,8 bilhões em recursos do Proer entre outubro de 95 e março de 97. Esses empréstimos tiveram um custo de R$ 1 bilhão para o governo no período. Os juros do programa são subsidiados. Os recursos do Proer foram usados para possibilitar a incorporação de sete bancos com problemas financeiros por outros com posição mais sólida no mercado. A primeira operação possibilitou a compra da parte saudável do Banco Nacional pelo Unibanco em novembro de 1995. Foram liberados R$ 5,898 bilhões para possibilitar a fusão.
O BC ficou com a parte podre do Nacional, que está sob Raet (Regime de Administração Especial Temporária), até a liquidação. O Unibanco pagou parte do Nacional com ações do banco e de sua holding. Agora, o BC espera reduzir o custo da liquidação do Nacional com a venda dessas ações no mercado interno e internacional.


