O governo federal vai anunciar nos próximos dias novas regras para produção e comercialização do trigo nacional. Não devem faltar financiamento de custeio e, na época da colheita, todos os intrumentos de apoio à comercialização, como EGF.
Foi o que garantiu ontem o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, ao participar da assinatura do contrato entre Fundação Meridional e Embrapa Soja, em Londrina. O ministro deu entrevista ao lado secretário da Agricultura Antônio Poloni, que, ao discursar na cerimônia de abertura, voltou a cobrar apoio do governo federal às principais culturas do Paraná, ao mesmo tempo em que reconheceu o ‘‘empenho pessoal’’ do ministro.
Pratini disse que o seu ministério vem buscando entendimento com a iniciativa privada e considerou importante a participação das indústrias moageiras de trigo, através da Abitrigo. As indústrias vão adquirir 50% do trigo nacional, segundo Pratini, dentro das condições de mercado.
‘‘No discurso oficial, Pratini foi enfático: ‘‘Não dá para continuar dependendo de 80% do trigo importado. A meta do governo é produzir 5 milhões de toneladas de trigo na próxima safra’’.
Na quinta-feira, uma reunião em Curitiba entre Faep, Abitrigo, Ocepar, Seab, Iapar e o Ministério da Agricultura discutiu próxima safra do cereal. Na próxima semana deve sair um documento. A Abitrigo confirma que continuará comprando o trigo nacional dentro das condições de mercado, com fez até agora.
O ministro também reconheceu que os três Estados do Sul podem dispor de tecnologia adequada para ‘‘alavancar’’ a produção, observando ainda que os produtores são profissionais e respondem aos incentivos.

mockup