Esta é a lista da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) com os produtos brasileiros que mais esbarram em restrições nos Estados Unidos:
•Suco de laranja concentrado congelado - A tarifa de importação é de US$ 456. Apesar de o Brasil ser o principal exportador, está perdendo espaço para o México, que tem tratamento preferencial por ser do Nafta, e para a indústria da Flórida.
•Calçados - A tarifa máxima é de 48% e a média é de 14,7%. Estas são as tarfifas regulares e não se aplicam apenas ao Brasil.
•Carnes e aves - As importações de carne crua ou congelada do Brasil estão proibidas sob alegação de não cumprimento de padrões fitosanitários, em especial a existência de febre aftosa em algumas regiões do Brasil. O problema é que os Estados Unidos não empregaram o critério de regionalização para as importações.
•Frutas e legumes - As restrições fitosanitárias barram quase que toda a entrada desses produtos no mercado norte-americano. A importação de laranja e mamão é totalmente proibida. Eles exigem tratamentos especiais para alguns produtos, como a uva e mangas.
•Camarão - Toda a frota de barcos de pesca do país exportador tem de utilizar redes com Teds - turtle excluder devices -, que evita danos às tartarugas marinhas. A exigência de que toda a frota brasileira use esse equipamento é considerada descabida porque os exportadores de camarão estão concentrados no norte. Mas todos as outras regiões têm de assumir este custo.
•Fumo- O governo norte-americano impôs uma cota de importação de, no máximo, 25% da produção dos EUA. Além disso, uma lei exige que 75% do conteúdo do cigarro norteamericano tenha composição nacional.
•Têxteis - As tarifas podem chegar a 38% mais uma tarifa expecífica de ‘‘x’’ centavos de dólar por quilo. Existe ainda uma cota global e cotas específicas por produto da cadeia têxtil.
•Gasolina - Há exigência de padrões de emissão mais rígidos sobre a gasolina importada, com uma regulamentação ambiental.
•Produtos siderúrgicos - As importações são sobretaxadas porque os EUA consideram que essa produção brasileira é subsidiada, ignorando o fato de as companhias do setor terem sido privatizadas.
•Etanol - O imposto sobre esse produto foi elevado, aumentando o preço em 72%. A tarifa de 3% e mais 14,27 centavos de dólar por litro de tarifa específica inviabilizam a venda do produto brasileiro nos EUA.
•Açúcar - Há um sistema de cotas, que estabelece tarifa de 16 centavos de dólar por libra por volume excedente. Dentro da cota a tarifa é de 0,625 centavos de dólar por libra.

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