Fomentar o comércio exterior e trazer informação ao empresariado de Londrina e região, apresentando as diversas ferramentas e opções que existem para que as empresas busquem a sua inserção no mercado internacional Esses foram os objetivos do I Seminário de Comércio Exterior realizado ontem no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), com a participação de aproximadamente 60 empresas locais e regionais O evento foi organizado pela Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex) e Terra Roxa - Desenvolvimento Norte do Paraná
''Oferecemos um direcionamento porque quando o empresário vai vender para o exterior, precisa ter informações para investir, obter retorno e não vir à falência'', diz Leonardo Deppe, gestor de projetos da ApexBrasil Para isso, durante o evento foram citados alguns países que compram os produtos do Paraná
De acordo com Rodrigo Iglesias, gestor da Unidade de Inteligência da Apex, que apresentou a análise do desenvolvimento regional no comércio exterior, enquanto as exportações do Paraná caíram 26% em 2008 e 2009, as de Londrina ficaram em 14% Em 2009/2010, a retomada foi de 21% no Estado e de 34% em Londrina, ou seja, o Paraná ainda não se recuperou da crise, mas Londrina sim
Sobre o desempenho das exportações, de acordo com Iglesias, entre janeiro e setembro de 2010, café, soja e carne de frango somaram cerca de 70% das exportações de Londrina e região No período, 50% foram de gêneros alimentícios industrializados, enquanto o couro somou 13,25%, móveis 4,21% e têxteis 1,67% Londrina é a segunda maior região produtora do Estado de Café, ficando atrás apenas de Wenceslau Braz, tendo como base 2009 Já para a produção de soja, é a 9 maior região do Paraná
Entre 2008 e 2010, houve queda da participação de café (-7%), carne de frango, móveis, elevador, carnes (outras) e doces (-1%) No mesmo período aumentou a de soja (2%), couro (6%), carne bovina, medicamentos e têxteis (1%)
A Ásia detém o maior percentual dos destinos das exportações da região (30%) e a Europa Ocidental é o segundo maior comprador potencial, com 25% América do Sul, África e países árabes também são fortes consumidores dos produtos regionais Para Deppe, isso é reflexo da crise financeira, ''que atingiu mais os países desenvolvidos'' Ele defende que a região deveria priorizar a exportação de produtos industrializados que têm valor agregado, no entanto, o agronegócio do Paraná detém grande percentual de importação para a China, principalmente a soja, ''que por ser commodity, não ter valor agregado'' ''Precisamos mudar este cenário'', reitera
Segundo Guilherme Sousa Cruz, executivo de contas da MCA Logística Internacional, o encontro oferece muitos subsídios para empresas que já atuam ou querem ingressar no ramo de exportações ''Esse mercado tem novas informações todos os dias e o conteúdo atualizado discutido hoje (ontem) certamente nos ajudará bastante''
A mesa de oportunidades, com representantes do Consulado da República Argentina, parceiros e tradings encerrou a edição O material do Seminário está disponível no setor de comércio Exterior da Acil pelo telefone 3374-3009 e na Terra Roxa, 3255-3131

mockup