Produtos para o Natal abrem vagas em Curitiba
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quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A indústria e o setor de serviços apresentaram crescimento na geração de empregos em julho na Capital, mas em nível menor que no mesmo período do ano passado. O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cid Cordeiro, acredita que este resultado pode ser o primeiro sinal da desaceleração da economia, provocada pelo aumento dos alimentos, pela redução da renda das famílias e elevação dos juros por parte do Banco Central. Os dados foram divulgados pela Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego em conjunto com o Dieese.
Em julho, a indústria abriu 554 novas vagas, e teve um aumento do nível de emprego de 0,59%. Em julho de 2007, o crescimento tinha sido 0,83% com a criação de 729 vagas. Cordeiro explicou que, em julho, a indústria começou a contratação de funcionários para a produção de Natal que vai até outubro. O pico de admissões acontece em setembro. No Paraná, em julho deste ano, foi registrado o mesmo crescimento de Curitiba, 0,59%.
No período de janeiro a julho, a indústria de Curitiba abriu 3.373 empregos, o que representou um crescimento de 3,69%. Na Região Metropolitana esse percentual foi de 4,36% e no Paraná de 7,43%. Os setores que mais contrataram em Curitiba nos primeiros sete meses do ano foram indústria mecânica (1.312 vagas), material elétrico e de comunicações (681) e material de transporte (661).
Em julho, o setor de serviços cresceu 0,41% em Curitiba com a abertura de 1.189 vagas. Em julho de 2007, o crescimento no emprego tinha sido de 0,48%, o que representou a criação de 1.365 vagas. Segundo Cordeiro, o crescimento da produção industrial e o aumento da renda dos trabalhadores impulsionaram o setor de serviços. No Paraná, o crescimento do emprego em julho foi de 0,57% e na Região Metropolitana de Curitiba de 0,52%.
Nos primeiros sete meses do ano, foram gerados 12.522 empregos nos serviços em Curitiba, o que significa um crescimento de 4,46%. Este foi o melhor resultado desde o início da pesquisa em 1999. Os segmentos que mais contrataram de janeiro a julho foram serviços prestados às empresas (4.003 vagas), educação (1.599) e alojamento e alimentação (1.116).


