O Grupo Oniria passou a focar o mercado de simuladores de equipamentos e rapidamente ganhou clientes fortes, como a Petrobras, a Vale a a norte-americana Case. São sistemas que permitem o treinamento em situações de risco ou que não são possíveis de serem feitos várias vezes, como colheitas.
Para a Petrobras, a Oniria criou um simulador de guindaste. Normalmente, a estrutura recria o ambiente onde o funcionário atua, com uma película acoplada a vidros da própria cabine. No caso da petrolífera brasileira, o objetivo foi treinar o uso de guindastes em situações climáticas ruins, como quando há vento forte. ''É uma réplica da máquina que desenvolve aptidões do funcionário, ao recriar uma situação'', conta o diretor administrativo da empresa, Jorge Anelli.
No caso da Case, empresa de maquinário agrícola, a Oniria criou simuladores de colhedora de cana-de-açúcar e de colheitadeira de grãos, que evitam desperdício. ''No caso da colhedora, é possível treinar a angulação de entrada e de curva para ter melhor resultado'', afirma Anelli, que diz que a redução de perdas chega a 20%.
Para a Vale, a Oniria desenvolveu o primeiro simulador de alinhador de trilhos. A máquina original eleva um pouco a estrada férrea para a passagem de cargas pesadas de minério e depois faz o alinhamento. Com o simulador, é possível treinar o serviço que evita descarrilamentos.
Outros exemplos inovadores são os simuladores Insu On-line, que permitem que médicos treinem o atendimento a pacientes com diabetes e possam reduzir a margem de erros. Há ainda um modelo que imita situações de tiro, feito para o Exército brasileiro, que simula até mesmo o coice da arma. ''Gera uma economia absurda'', conta. (F.G.)

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