Produtos agrícolas elevam cesta em 4,88%
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segunda-feira, 04 de abril de 2011
Aline Vilalva <br>Reportagem Local 
O aumento no valor da cesta básica em Londrina foi puxado por produtos agrícolas que sofreram reajustes devido à dificuldade de desenvolvimento de algumas culturas - inclusive as que estão na fase de colheita - por conta do excesso de chuvas. O kit subiu 4,88% em março, de acordo com a pesquisa mensal coordenada pelo economista Flávio Oliveira dos Santos, com a colaboração de alunos da Faculdade Pitágoras. O custo da cesta para uma pessoa ficou em R$ 224,17, enquanto para uma família de quatro pessoas chegou a R$ 672,50. No primeiro trimestre, o acréscimo foi de 8,73%. Como comparação, a alta da cesta na capital paulista divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe) foi de apenas 0,12% em março.
Na lista dos produtos que mais subiram, a batata lidera com 90,30% com preços variando entre R$ 1,79 e R$ 2,49. De acordo com Silva, a variação da carne (1,39%) e da farinha de trigo (2,49%) podem ser consideradas pequenas.
O economista Vanderlei Sereia, do departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), reforça que a alta tem relação com os itens agropecuários que compõem a cesta. ''O que mais pesa é a questão climática (chuva excessiva) que atrapalha as culturas e encarece os produtos'', esclarece. O economista Sidnei Pereira do Nascimento, do mesmo departamento, concorda que o aumento pode estar ligado à variação das commodities agrícolas. ''A soja e o trigo, por exemplo, estão em muitos componentes da cesta'', atenta. Já na avaliação do coordenador da pesquisa, a variação foi provocada pela alta dos preços dos alimentos no mercado internacional e pelo aumento da renda do lucro do brasileiro.
Entre os alimentos que tiveram redução de preço, o tomate foi o campeão, com
queda de 10,60%, variando entre R$ 1,89 e R$ 3,49 o quilo entre os nove supermercados pesquisados. Também tiveram queda o arroz (-5,31%), com preços de R$ 5,25 a R$ 7,78, e o acúcar (-3,13), variando de R$ 7,69 a R$ 9,98.
A pesquisa mostrou grande variação de preço de um supermercado para o outro. Considerando a compra para uma família de quatro pessoas, a cesta básica do supermercado mais caro custou R$ 746,11 e no mais barato R$ 647,69. A média ponderada dos 13 produtos em cada supermercado ficou em R$ 672,50. A economia entre o mais caro e o mais barato é de R$ 98,42, ou seja, R$ 15,20%. Já entre o mais caro e a pesquisa de preço a economia é de R$ 190,41 (-34,27%). Por isso, Silva reitera que pesquisar é a melhor saída para se gastar menos. ''É necessário visitar pelo menos três estabelecimentos'', ensina.


