A Bolsa de Cereais e Mercadorias de Maringá realiza hoje o primeiro leilão de produto perecível do país, oferecendo 14 mil quilos de uva produzidas em Marialva. São 7.600 quilos da variedade Italia e 5.800 da Rubi. O leilão faz parte de um projeto da bolsa e da Associação Norte Noroeste Paranaense de Fruticultores (Anfrut), de comercializar a safra no mercado futuro. A entidade já reúne 272 pequenos produtores da região, e busca melhorar a forma de comercialização através da bolsa.
Segundo a superindente da Bolsa, Vera Lúcia Periotto, existe interesse em ambas as pontas para a venda de uva em leilão. Apesar da previsão de preço mais baixo, o produtor terá a garantia de recebimento do valor de fechamento. Outra vantagem será o pagamento à vista, contra o prazo médio de 20 a 30 dias praticado pelo atravessador. ‘‘O maior benefício para o produtor será evitar o calote’’, afirma. Na safra passada, dos R$ 22 milhões de vendas de uva apenas em Marialva, os produtores deixaram de receber cerca de R$ 4 milhões.
Para o comprador as vantagens também são grandes. A venda em leilão da bolsa vai eliminar pelo menos dois a três atravessadores, com o produto chegando ao mercado a preços mais baixos. O comprador terá também a garantia de produto na mão em três dias, pronto para a venda ao consumidor final. Com a atual estrutura, a Anfrut deve garantir pelo menos 40% da safra, de 18 milhões de quilos, para a venda na bolsa. ‘‘Se tudo der certo teremos leilões diários no período de safra, que vai do final de dezembro até fevereiro’’, diz Vera.

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