Produtores rurais do município de Floresta (25 quilômetros de Maringá) estão usando as ruas da cidade como secadores de arroz. Toda produção é espalhada pelas ruas na parte da manhã e recolhida no final da tarde. A utilização das ruas, segundo os produtores, é necessária porque não existe no município nenhum local apropriado para secagem do arroz. Eles reivindicam há cinco anos a construção de um secador comunitário, mas o projeto está engavetado na Secretaria de Agricultura do Estado.
O uso das ruas para secagem do arroz incomoda os moradores de Floresta. A maioria reclama da poeira que levanta quando os produtores recolhem o arroz seco, no final da tarde. Os moradores também afirmam que a ocupação das ruas causa transtorno no trânsito.
O município, de acordo com o técnico da Emater de Floresta, Valdir Brischiliari, é maior produtor de arroz com 30 mil sacas e envolve pequenos agricultores que expandiram a área de cultivo há 10 anos, durante o programa de incentivo do governo estadual, para melhor aproveitamento das margens do Ribeirão Caxias.
‘‘São pequenos produtores e bóias-frias que aderiram ao programa, mas não têm condição de construir secadores em suas propriedades’’, explica. Segundo Brischialiari, a ocupação das ruas é maior no mês de março quando acontece a colheita.
O produtor Antonio Gesualdo iniciou a secagem do arroz há dois dias. ‘‘Fiquei esperando quase uma semana porque não tinha mais ruas disponíveis na cidade para espalhar o arroz’’, diz. Segundo ele, as ruas são disputadas pelos agricultores que precisam fazer a secagem do arroz logo após a colheita.

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