Cerca de 25 produtores rurais da Região Norte do Paraná reuniram-se, ontem em Londrina, com o secretário da Agricultura do Pará, Francisco Victer, para discutirem investimentos naquele Estado. ''Somos o Paraná de 30 anos atrás e a grande promessa brasileira'', disse o secretário que, hoje, estará em Cascavel conversando com agricultores sobre o algodão.
O encontro foi proposto pelos empresários que, em alguns casos, já apostaram na idéia. Um exemplo é da usina de açúcar e álcool Vale do Ivaí, de São Pedro do Ivaí (62 km ao sul de Apucarana), que possui uma fazenda de 37 mil hectares no município de Paragominas. Segundo Paulo Adalberto Zanetti, diretor-presidente da usina, a intenção é substituir a pecuária extensiva por outra atividade mais rentável como, por exemplo, a soja ou cana-de-açúcar. ''Queremos saber quais os projetos do governo destinados àquela região para que possamos tomar uma decisão'', disse Zanetti.
De acordo com o secretário, o Pará é um Estado que procura empreendedores dispostos a criar empregos e gerar renda. Atualmente, sua economia é baseada no extrativismo (mineral e vegetal) e na pecuária bovina, mas, segundo ele, a terra e o clima possibilitam o desenvolvimento de outras atividades. ''Somos o segundo Estado em extensão territorial; maior produtor de mandioca, pimenta, castanha, abacaxi e pescado; o segundo de cacau e banana, além de ser o principal criador de bubalinos e o quinto de bovinos no Brasil'', detalhou Victer.
A infra-estrutura ainda é o maior problema do Pará, onde 85% dos 124 milhões de hectares que o compõem é, praticamente, inexplorado. Para minimizar as dificuldades, o governo tem investido R$ 400 milhões/ano em asfaltamento de rodovias, melhoria dos portos, geração de energia elétrica, pesquisa científica, qualificação e requalificação profissional.

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