Curitiba - Produtores rurais do Mato Grosso do Sul interditaram, na manhã de ontem, as BRs 165 e 487, no trevo de Naviraí e na entrada do município de Mundo Novo, impedindo a passagem de veículos que transitavam no sentido de Guaíra (158 km ao norte de Cascavel) ao estado vizinho e vice-versa. No complexo de pontes de Porto Camargo, em Icaraíma (67 km a noroeste de Umuarama), o trânsito também foi interrompido por um grupo de aproximadamente 60 manifestantes, na divisa entre os dois estados.
O protesto, que durou todo o dia de ontem, teve o objetivo de pressionar o governo do Paraná a flexibilizar as barreiras sanitárias impostas a produtos agropecuários originários daquele Estado em função dos focos de febre aftosa em, pelo menos, 23 propriedades. Houve congestionamentos nos dois locais de protesto, mas as filas que se formaram não chegaram a ser longas.
De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, a flexibilização das barreiras depende de modificações, pelo governo federal, na Instrução Normativa nº 34, que estabeleceu os critérios para trânsito de animais suscetíveis à doença, seus produtos, subprodutos e material de multiplicação.
Relatório - Hoje, o governador em exercício e secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti, apresentará os resultados da auditoria feita pelo Centro Pan-Americano da Febre Aftosa (Panaftosa) no Paraná, com participação de representantes das 11 entidades que compõem o Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Fundepec-PR), e das 35 que formam o Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa).

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