Produtores querem regras bem definidas
O pedido do presidente da Sociedade Rural com relação a política agrícola para o trigo, junto ao Ministro da Agricultura, englobou apoio na comercialização. Segundo Edson Neme, os produtores reivindicam regras bem definidas para itens como valor básico de custeio, preço mínimo, entre outros, além de seguro agrícola e ''que o Governo possa colaborar para a liquidez do trigo.'' Uma das alternativas é destinar recursos, tipo Empréstimo do Governo Federal (EGFs), para que os moinhos comprem o trigo brasileiro e as importações sejam reduzidas.
Em 2003, o Brasil produziu 5,5 milhões de toneladas, quase o dobro de 2002. O Paraná foi responsável por 2,8 milhões/t. ''Essa foi uma resposta do produtor ao pedido do Governo para que voltassemos a plantar trigo,'' afirmam Edson Neme e Fábio Barros.
No entanto, segundo eles, antes de consumir a produção da safra brasileira (metade da necessidade de consumo), houve muito trigo argentino, comprado pelos moinhos brasileiros a preços mais baixos, o que reduziu possibilidades de ganho dos produtores.
''O produtor precisa saber que vai conseguir vender bem sua produção'' afirma Barros. Segundo ele, o que aconteceu no mercado de trigo em 2003 contrariou a retomada para o crescimento da cultura tão incentivada pelo Governo.
Para driblar as importações e o baixo preço no mercado interno, a alternativa encontrada por algumas cooperativas brasileiras em 2003 foi vender o trigo no mercado internacional.





