A produtora informal de batatas palha e chips, Carmelita Amorim Barbosa, pretende participar do projeto de artesanato alimentar. Há um ano ela começou a fabricar batatas em casa, conseguindo incrementar a renda familiar em cerca de R$ 500 por mês. Seu marido, João Alves Barbosa, é funcionário público e faz a distribuição dos produtos à noite e aos sábados e domingos. Junto com Carmelita, trabalham duas filhas de 16 e 18 anos.
Ela produz diariamente 12 quilos de batatas, atendendo cerca de 80 pontos de vendas da Cidade. A maioria, supermercados e padarias. ‘‘Estamos com intenção de crescer cada vez mais e o projeto é nossa esperança’’, diz. Carmelita conta que já não dá conta dos pedidos e que pretende comprar uma máquina de fritar de maior capacidade até o final do ano. ‘‘O equipamento custa R$ 4,9 mil. Se conseguirmos, vamos contratar três funcionários’’, calcula.
O produtor da marca Gordinho da Linguiça, Edson Vitório Zendrini, quer se especializar em embutidos crús, que são os preferidos na Europa. Ex-representante comercial, Edson resolveu ‘‘encher linguiça para ganhar a vida’’ há dois anos. Fabricando mensalmente cerca de mil quilos de salames, lombo defumado, costela, copa, tender, linguiça e calabresa, ele vende seus produtos ao Carrefour e em duas feiras das Nações de Londrina, conseguindo ganhar três vezes mais do que quando era representante comercial. ‘‘Fiz dois cursos na Emater. Agora, pretendo fazer mais um na Itália’’.(C.L.)

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