Os produtores de café, milho, feijão, soja, trigo e outros alimentos no município de Arapongas estão reivindicando espaço para guardar seus produtos. Sem um armazém próprio em Arapongas, eles teriam que guardar a produção em Rolândia ou outro município, encarecendo o custo final dos produtos. Ao todo são cerca de 230 produtores de café e 350 produtores de cereais de inverno e verão, segundo dados da Associação dos Produtores de Café e do Sindicato Rural de Arapongas.
O espaço que os produtores precisam pode estar dentro do armazém do extinto IBC. Uma gigantesca área de 68 mil metros quadrados abriga uma divisão de 10,5 mil metros quadrados, cerca de 15% do total, e inclui uma máquina de benefício de café e uma balança de cargas, equipamentos que estão ociosos.
Parte integrante de um patrimônio construído com recursos do café, nos tempos áureos do produto no Paraná, os 10,5 metros (exatos 10.524 m2) estão sendo reivindicados pelos agricultores. O vice-prefeito de Arapongas, Ricardo Augusto Grassano, a pedido das entidades que representam os produtores, pretende negociar a conceção da área junto ao Centro de Tecnologia em ação e Desenvolvimento Sustentável, gestor do armazém por delegação do governo do Estado.
‘‘É justo que a área seja cedida aos produtores, principalmente o pessoal doc afé, afinal a agricultura também cumpre um papel social importante’’, argumenta Guto Grassano, lembrando que a atividade agroindustrial tem que ser estimulada num contexto de diversificação de atividade e geração de empregos.

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