Produtores protegem hortaliças contra o frio
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sexta-feira, 28 de maio de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Produtores de hortaliças da Região Metropolitana de Curitiba estão protegendo os canteiros de verduras com T.N.T. (tecido não tecido) para escaparem dos prejuízos provocados pela queda de temperatura. O TNT é uma alternativa mais barata que a plasticultura e bastante eficiente em períodos de geadas leves como ocorreu esta semana.
O produto não é aconselhável para ocorrências de geadas fortes como aconteceu em 2000, disse o engenheiro agrônomo da Secretaria de Estado da Agricultura, Maurício Lunardon. A agricultora Maria Rosita Cavalli, de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, vem recorrendo ao TNT nos últimos anos para proteger sua lavoura.
Ela só lamenta que o produto não é dos mais baratos e a quantidade que ela compra dá apenas para cobrir os canteiros de hortaliças que estão em ponto de colheita. ''As demais não dá para proteger porque é muito caro'', disse.
O TNT é uma espécie de manta colocada sobre os canteiros. Tem o inconveniente de apresentar pouca durabilidade. Rosita disse que coloca o produto sobre os canteiros durante uma semana. Ela só descobre as plantas na hora de pulverizar. De acordo com a agricultora, o produto geralmente apodrece depois de uma semana.
Rosita cultiva 14 espécies diferentes de hortaliças em sua pequena propriedade e até agora não teve perdas na produção com a queda de temperatura. Mas ela disse que nesse período costuma diminuir a produção porque a planta demora muito para se desenvolver e por isso corre muitos riscos de perder o investimento.
Para Lunardon, um aumento nos preços dos produtos nesta época do ano é normal porque os produtos que vêm de fora para abastecer o mercado chegam mais valorizados em função da intermediação e do frete. No entanto, algumas espécies como cenoura, beterraba, couve-flor e repolho, são mais tolerantes às baixas temperaturas e por isso não sofrem grandes prejuízos, mesmo sem proteção.
Lunardon alerta para a especulação de preços que normalmente acontece nesta época. Segundo ele, até ontem as geadas ocorridas foram fracas e moderadas e não justificam alta exagerada nos preços. ''Quando ocorre especulação, o preço exagerado não se sustenta e volta ao normal rapidamente'', afirmou.
Foi o que aconteceu com o pimentão, que na semana passada era comercializada por R$ 8 a caixa. No início da semana o preço subiu para R$ 15 e ontem baixou para R$ 13.


