O Departamento de Economia Rural da Secretaria Estadual de Agricultura (Deral) já recebeu o conjunto de sugestões para a safra 2001/2002 elaborado pela Comissão Técnica de Grãos, Financiamento da Produção e Proagro da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). De acordo com os produtores, o Paraná precisa de R$ 1,9 bilhão para custeio da safra.
Para o presidente da Comissão, Edson Mazei Ponti, as propostas visam amenizar os problemas que influem na capacidade produtiva do agricultor. Ponti diz que é preciso modernizar a comercialização e baixar o Custo Brasil, que onera insumos, fretes e juros.
Segundo Ponti, a cultura do milho vem demonstrando que as atuais políticas não satisfazem produtores e consumidores e se reflete nas importações do grão, criando graves dificuldades para a pecuária nacional. O milho adquirido dos Estados Unidos chega ao País a R$ 17,00 a saca, enquanto o grão argentino atingirá R$ 16,00 a saca.
O documento apresentado pela Comissão visa o plantio e comercialização da soja e milho, com o lançamento de 1/3 da produção em Contratos de Opção até julho de 2001. Os produtores sugerem que sejam lançados através de leilão em bolsa de mercadorias os valores equivalentes a US$ 5,20 por saca de milho, para pagamento em março de 2002, e de US$ 10,20 por saca de soja, nas mesmas condições do milho.
A Comissão está recomendando que, ao contrário do que é feito atualmente, os participantes do leilão sejam cooperativas e produtores, adotando como preços médios no Paraná, os valores de R$ 50,00/tonelada para o Nordeste; R$ 25,00/t para São Paulo e R$ 30,00/t para Paranaguá.

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