Dentro da proposta de fomento, a Klabin assume a condição de avalista de operações de crédito para produtores credenciados e interessados no plantio de floresta nos Estados do Paraná e Santa Catarina. O fomento, segundo o assistente técnico do programa da empresa, Paulo Ângelo, acontece de diversas formas e atende pequenos, médios e grandes produtores. No Paraná, num raio de 100 quilômetros em volta da companhia, já existem perto de 5,7 mil produtores de florestas.
Como incentivo, para o pequeno produtor, a Klabin doa mudas de pinus ou eucalipto - que são produzidas no viveiro da empresa. Também oferece assistência técnica, por intermédio de profissionais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), por exemplo. Em contrapartida, os produtores comprometem-se a vender as madeiras reflorestadas para a Klabin. Já os médios e grandes produtores podem também ganhar essas mudas e revendê-las posteriormente para a empresa, ou comprar as plantas da Klabin e comercializá-las para outras empresas.
''Plantei as primeiras mudas há 12 anos, quando recebi em doação alguns exemplares. Plantei sem interesse e depois, ao cortar as primeiras madeiras, percebi que a atividade podia dar certo'', diz o produtor Antônio Raizer de Oliveira. As primeiras madeiras podem ser cortadas após seis anos e chegam a render R$ 7 mil por hectare. Como o investimento é pequeno, já que a terra precisa de um preparo mínimo para receber as mudas e o risco de perdas é quase nulo, o reflorestamento tem sido uma alternativa para agricultores que querem fugir da crise do campo.
Atualmente, com uma propriedade de 32 alqueires, Oliveira destina 27 deles para o reflorestamento. Fora isso, também cultiva milho, maracujá e alfafa, entre outras culturas. ''Estou comprando mais terras para investir em florestas, pois o risco é pequeno. Já com a agricultura a gente tem muitas perdas'', observa.
Na opinião do fomentado Geraldo Érico Speltz, ao plantar florestas, além do produtor ter uma rentabilidade maior, ele colabora incondicionalmente com o equilíbrio do meio ambiente. ''Se, de um lado, o produtor agrícola tem toda a liberdade para produzir, nós que plantamos florestas precisamos seguir o código de reflorestamento. Temos de deixar rigorosamente áreas de vegetação permanente'', esclarece.
Speltz começou a produzir madeiras na década de 90 e vislumbrou grandes oportunidades nessa atividade. ''Vendi uns imóveis urbanos e comprei terras para plantar'', revela. Ao total, Speltz tem uma área de 120 alqueires de reflorestamento.
O assistente técnico do programa da Klabin informa que a empresa conta com o Programa Passiflora, que visa atender o pequeno e micro produtor, por meio de finaciamentos. Os recursos, segundo ele, são provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e a empresa repassa ao produtor como se fosse o próprio agente financiador. ''A gente garante o produtor junto ao banco, como se fosse um fiador, e ele nos paga em madeira'', destaca. (E.Z.)

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