Preocupados com a confirmação da febre aftosa na Argentina, os pecuaristas gaúchos querem do governo ações efetivas de prevenção. ‘‘Esperamos uma ação concreta do Ministério da Agricultura, que esteve aqui e apresentou o plano de vigilância que não sinaliza nenhuma ação concreta’’, afirmou ontem o presidente da comissão de pecuária de corte e indústria da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Fernando Adauto Loureiro de Souza. O dirigente se referia ao ‘‘plano de vigilância sanitária animal para a Região Sul’’, que teve seu esboço apresentado aos produtores rurais gaúchos e secretários da Agricultura do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul no dia 7 de março.
Loureiro de Souza ressaltou que os problemas na Argentina não animam os pecuaristas gaúchos. ‘‘É importante entendermos que o fato de a Argentina ter problemas não nos traz satisfação’’, comentou. Ele disse que os produtores encaram o País vizinho como um parceiro e que o registro de aftosa na Argentina representa riscos para o Brasil. ‘‘A falta de reconhecimento da aftosa na Argentina estava dificultando a adoção de ações preventivas no Brasil’’, declarou.
O Rio Grande do Sul mantém nove barreiras sanitárias fixas e 18 unidades móveis na fiscalização da fronteira com a Argentina. O secretário da Agricultura, José Hermeto Hoffmann, pediu ao ministro da Defesa a presença das Forças Armadas na região, especialmente da Marinha, para vigiar o Rio Uruguai. (Agência Estado)

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