Produtores paranaenses admitem que o reflexo do fechamento de fronteiras com Santa Catarina não é bom. ‘‘Mas é melhor que ocorram restrições agora, para não chorarmos depois’’, comentou Romeu Carlos Royer, presidente da APS. Segundo o produtor dessa forma ‘‘estamos protegidos de prejuízos maiores no futuro’’. Por isso, as medidas estão sendo adotadas por precaução, afirmou Poloni. Segundo ele, o Paraná investiu esse ano quase R$ 16 milhões em defesa sanitária animal e cerca de R$ 15 milhões no ano passado, em recursos dos governos federal e estadual.
Os produtores de bovinos e suínos estão ansiosos com a reunião que acontece hoje em Brasilia, onde o Circuito Pecuário Centro-Oeste deverá decidir de que forma vai se proteger em relação aos focos de febre aftosa na Região Sul do País. ‘‘O maior temor é que São Paulo e Mato Grosso do Sul também decidam impôr barreiras para o trânsito de carne suína proveniente do Paranᒒ, afirmou.
Segundo Royer, o Paraná envia cerca de 20% de sua produção de suínos terminados para outros estados do Circuito Pecuário Centro-Oeste. Ele estima que entre 35 mil e 40 mil suínos por mês são enviados do Paraná para fora, em direção ao Centro-Oeste. (V.C.).

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