Produtores estão conscientes das dificuldades
José Haroldo Gallassini, presidente da Cooperativa Agropecuária Mouraoense (Coamo), concorda que a rentabilidade do produtor será menor na próxima safra. Segundo ele, o custo total de produção deve subir de 25% a 30%. ''Não vai dar prejuízo, mas a euforia de ganhos diminuirá'', comentou, lembrando que no mercado das commodities, não dá para fazer afirmações categóricas sobre o comportamento dos preços. ''O dólar pode subir no mercado interno'', exemplificou.
Apesar do encarecimneto dos insumos, ele não observou redução no volume comercializado pela cooperativa. ''Os produtores estão empolgados, acreditam que o quadro atual de preços vai ser revertido'', observou, lembrando que os pedidos de insumo confirmam que os agricultores paranaenses devem reduzir a área de milho para plantar mais soja.
Em Cascavel, o produtor Ivo José Boscheroli não demonstra entusiasmo com a próxima safra. ''As informações são de super produção'', disse ele, que já comprou todos os insumos para o plantio de verão e confirma o encarecimento. ''Em alguns casos, a alta foi maior que 40%.'' Para contornar a queda na rentabilidade, Boscheroli tentará diminuir custos sem perder tecnologia.





