Produtores do Paraná reivindicam R$ 1 bilhão
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quinta-feira, 11 de junho de 1998
Vânia Casado 
A agricultura do Paraná precisa de R$ 1 bilhão para financiar o custeio da safra 98/99. A previsão resultou de avaliação conjunta da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Organização das Cooperativas do Paraná, Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura e Federação da Agricultura do Paraná. Para essas entidades esse volume de recursos iria alavancar o crescimento da safra de grãos no Paraná - a anterior rendeu 15,1 milhões de toneladas.
Além da alocação dos recursos, o estímulo ao plantio depende de redução dos juros nos financiamentos de custeio, maior cobertura do seguro agrícola e adoção de mecanismos que assegurem a comercialização da safra. Essas reivindicações constam de um documento enviado ao ministério da Agricultura, onde as entidades defendem a alocação de R$ 250 milhões, oriundos do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), para atender os pequenos produtores, com juros mais baixos.
A redução dos juros para o setor agrícola é uma reivindicação do setor agrícola, que considera as atuais taxas cobradas no crédito rural e mesmo no Pronaf, incompatíveis com os níveis de inflação no País e com a atividade rural, de alto risco. De acordo com o secretário da Agricultura, Antonio Leonel Poloni, o setor está defendendo uma redução das taxas dos financiamentos de custeio de 9,5% para 6% ao ano. E nos recursos controlados pelo Pronaf, a reivindicação é de reduzir as taxas de 6,5% ao ano para 3%.
Além de estimular o plantio com recursos e crédito, a preocupação do setor agrícola paranaense é com a comercialização dos produtos, que está ficando cada vez mais difícil com a abertura da economia. Segundo Poloni, as entidades estão sugerindo a ampliação do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP).Esse mecanismo já foi adotado para escoar a safra de trigo e algodão e agora pode ser estendido para outros produtos, afirmou o secretário.
Outras medidas foram sugeridas para acelerar a comercialização, como o lançamento de contratos de opção para todos os produtos da cesta básica, a liberação de Empréstimos do Governo Federal (EGF) para a Indústria, com custo financeiro atraente para evitar a preferência pelas importações. E ainda, a definição de recursos em orçamento para compra direta de feijão e milho, para elevar os estoques nacionais.


