Produtores do Mercosul não chegam a acordo sobre arroz Agência Estado De Porto Alegre Terminou ontem sem acordo o segundo encontro entre produtores de arroz do Mercosul para negociar as exportações do produto argentino e uruguaio ao Brasil. A diferença entre a proposta dos brasileiros – de fixar um limite de 550 mil toneladas para evitar quedas maiores de preço nesta safra – e os planos de exportação dos países vizinhos aumentou das 100 mil toneladas da reunião passada para quase 200 mil. A ausência de representantes da Argentina também pesou para a falta de entendimento e uma nova reunião foi marcada para o dia 24, em Montevidéu. De concreto, o encontro na Federação da Agricultura do Estado (Farsul) gerou um documento onde a comitiva uruguaia, liderada pelo presidente da Associação dos Cultivadores de Arroz, Ricardo Ferrez, propõe-se a ‘‘racionalizar’’ as vendas para o Brasil. ‘‘Em especial nos meses de março e abril para evitar distorções nos preços’’. Na safra passada, o Uruguai exportou 24 mil e 30 mil toneladas do produto nesses dois meses. A Argentina 54 mil e 47 mil toneladas, respectivamente. O mesmo documento afirma que o Uruguai pretende exportar 45% da safra atual de arroz, de 1,150 milhão de toneladas, para o Brasil. Isso dá perto de 520 mil toneladas, quase 100 mil toneladas a mais do que havia sido cogitado na reunião passada, dia 21 de fevereiro. Somado às quase 220 mil toneladas já previstas pela Argentina, o total alcança 740 mil toneladas, contra as 550 mil que os brasileiros aceitam. No ano passado, o volume importado pelo Brasil dos dois sócios do Mercosul chegou perto de 1,1 milhão de toneladas.