Produtores do Mato Grosso temem perdas
O agrônomo Dario Hiromoto, diretor-técnico da Fundação Mato Grosso, organização que congrega produtores de sementes daquele Estado, admite que safra 2002/03 será realmente de risco. ''A oferta de sementes precoces e de ciclo curto não será suficiente para que todos os produtores sigam as recomendações da Embrapa'', afirma.
Hiromoto disse que a fundação está organizando uma série de encontros para esclarecer os produtores a respeito dos riscos da doença e sua prevenção. A fundação também já desenvolveu duas variedades de soja resistente ao fungo - uma precoce e outra convencional. De acordo com o agrônomo, as duas cultivares devem ter seu lançamento comercial para a safra 2003/04. ''Por enquanto, o produtor terá de monitorar e conviver com o risco, que faz sempre parte da atividade agrícola.''
A Basf também corre contra o tempo para obter o licenciamento de seu novo fungicida ''Opera'' para o combate da ferrugem asiática. O produto da Basf, no entanto, já foi autorizado pelo Ministério da Agricultura para uso nas doenças de fim de ciclo da soja e está sendo lançado no mercado neste segundo semestre. Segundo José Munhoz Felippe, gerente de marketing da Basf para as áreas de soja e feijão, a aprovação para o produto no caso da ferrugem ainda depende de testes oficiais do Ministério da Agricultura.
Felippe diz que, como a doença surgiu agora no Brasil, não há sinais de aumento de demanda por fungicidas. Ele explica também que o produtor padrão geralmente não utiliza fungicidas de forma preventiva, como é recomendado no caso da ferrugem. ''No caso das doenças de fim de ciclo, o produto é geralmente comprado para combater as pragas quando já se sabe que elas estão atacando a lavoura.'' Felippe estima que os fungicidas sejam utilizados em uma extensão de 5 milhões de hectares de soja por ano, cerca de 30% da área plantada em 2001/02 - de 15,8 milhões de hectares, segundo a Conab.





