Produtores dizem que foram usados
O clima foi tenso na assembleia de ontem, convocada pela diretoria da Corol para eleição de novos conselheiros e apresentação do balanço de contas. Segundo os organizadores, cerca de 800 associados participaram, mas um grande grupo foi impedido de entrar e ficou em frente à Associação Recreativa Cultural Corol (Arcol).
O produtor Marlido Cassiano Neto, de Leópolis, era um dos mais revoltados. Com a sigla NCR (Nota de Crédito Rural) escrita na palma da mão, da qual dizia não saber nem o significado, ele reclamava que foi usado pela Corol. "A cooperativa pediu para assinarmos as notas, depois venderam a estrutura de Cornélio Procópio para outra cooperativa sem perguntar para a gente se era certo. Pedi minhas promissórias de volta, não me deram e agora não me deixam entrar."
As NCRs de Cassiano Neto eram de R$ 40 mil, mas o valor passa de R$ 56 mil com os juros. "A venda da minha colheita foi de R$ 12 mil. Se tiver de pagar, vou perder todos os meus bens", disse o produtor, que planta café em 1,5 alqueire. De Cornélio, Marino Marson estava na mesma situação e pelos mesmos valores, com a diferença de que chegou a ter o nome no Serasa. "Fui barrado porque não sou mais cooperado, mas eles fecharam a cooperativa de lá e não me devolveram as NCRs." (F.G.)





