Belo Horizonte - Produtores de banana do norte de Minas, maior região da fruta no Estado, começaram nesta semana a erradicar 2 mil hectares de plantações abandonadas. A medida foi tomada depois de constatada a ocorrência de dois focos de sigatoka negra no sul do Estado, confirmados pelo Instituto Mineiro de Agricultura (IMA).
Segundo o presidente da Associação dos Fruticultores do Norte de Minas e Sudoeste da Bahia (Abanorte), Dirceu Colares, as lavouras pertenciam a agricultores que não conseguiram investir em tecnologia para ampliar a produtividade, o que acabou tornando as plantações inviáveis. ''As bananeiras fracas e mal nutridas têm todas as condições para que a doença se desenvolva'', afirma.
A Abanorte conta com tratores da Ruralminas, empresa vinculada à Secretaria de Agricultura do Estado, para eliminar as plantações. Segundo Colares, a idéia é de que os bananais sejam totalmente destruídos antes do início do período chuvoso, em outubro. A alta umidade aliada à elevada temperatura, de acordo com ele, favorecem a contaminação por sigatoka negra. A região de abrangência da Abanorte, principalmente na área do Projeto Jaíba, é a que possui maior índice de produtividade da fruta em Minas, já que a maior parte das lavouras é irrigada.
Atualmente, dos 40 mil hectares de plantações no Estado, 8 mil hectares estão na região, com produtividade de 1,5 mil caixas de 22 quilos por hectare. Com isso a produção local atinge 264 mil toneladas por ano. No ano passado, a produção total de Minas foi de 548,2 mil toneladas. Além da eliminação dos bananais, o IMA instalou três barreiras fixas na região e iniciou o controle da entrada de produtos e mudas de outros Estados. No Paraná, a Secretaria de Estado da Agricultura já registrou focos de sigatoka negra no litoral do Estado.

mockup