Para fomentar a produção de morangos no Paraná, pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estudam um sistema de produção integrada para a cultura. Já utilizado na produção de maçã, o objetivo, segundo Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), é obter um padrão de qualidade do produto por meio de certificação. Isso, segundo o pesquisador, deve ampliar o mercado paranaense para a fruta.
O Paraná, cita Andrade, é o segundo maior produtor do Brasil. Só fica atrás de Minas Gerais. Em 2010, o Paraná produziu 14,4 mil toneladas de morangos. Neste ano, de acordo com o especialista, o Estado deve manter a mesma produtividade. Na visão do agrônomo não é um cenário positivo, pois o Estado já foi muito mais produtivo.
A produção do ano passado, se comparada a de 2009, foi menor em 1,9 mil toneladas. O especialista do Deral explica que isso decorreu de uma diminuição de área, que caiu de 577 hectares em 2009 para 535 hectares em 2010. ''Esse decréscimo foi em consequência das condições ruins de mercado'', observa Andrade.
De acordo com dados da Seab, o melhor período de crescimento se deu entre 2003 e 2007. Nesse intervalo, a área de plantio do Paraná passou de 448 hectares para 606 hectares e, em produção, o volume anual passou de 11,12 mil toneladas em 2003 para 16,48 mil toneladas em 2007.
Andrade frisa que, mesmo com a produção em baixa, o setor começa a se recuperar. O especialista se baseia no argumento de que a população brasileira está aumentando o consumo de frutas, resultado da adoção de hábitos alimentares mais saudáveis.
''Com a implantação de um sistema de certificação para o morango, esperamos conquistar ainda mais consumidores'', afirma o especialista. Segundo ele, o mito de que o morango é prejudicial à saúde já foi quebrado. Com um produto certificado, completa ele, o Paraná deve ampliar seus índices de crescimento.

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