Produtores de mandioca comemoram aquecimento no setor
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de novembro de 2002
Lucinéia Parra<BR>Equipe da Folha 
Paranavaí Produtores, donos de farinheiras e fecularias instaladas na região de Paranavaí estão eufóricos com o aquecimento do setor nos últimos 40 dias. O aumento do dólar, do preço do trigo, e de produtos como o arroz e o milho, e ainda a seca no Nordeste, são alguns dos fatores que contribuíram para o aumento na demanda de farinha de mandioca nos últimos dias. A maioria das farinheiras da região que conseguiu sobreviver à crise dos últimos dois anos está agora produzindo a todo vapor.
De acordo com o presidente da Associação das Indústrias de Derivados de Mandioca do Paraná (Assimap), Demerval Silvestre, o setor mandioqueiro está voltando ao que era em 1999. Nos últimos dois anos, com a queda no preço da raíz e da farinha, aliados ao baixo consumo em relação à demanda, a maioria das farinheiras fechou. Das 110 que existiam só restaram aproximadamente 20.
Mais de 50% da produção atual de farinha de mandioca está sendo comercializada para os estados do Nordeste. Há cerca de 40 dias, a saca de farinha de mandioca era comercializada na região por R$ 11,00. Hoje, conforme Silvestre, está sendo comercializada entre R$ 23,00 a R$ 25,00 a saca de farinha nova. A farinha estocada, indicada para ração, está sendo comercializada a R$ 18,00.
Mesmo estando no período de entresafra, Silvestre afirma que a região tem capacidade para atender a demanda. No início de outubro, as farinheiras da região produziam cerca de 400 toneladas/dia e hoje já produzem 1.000 toneladas/dia. Cerca de mil empregos foram gerados no campo e nas indústrias da região.


