Brasília- Os produtores de leite que temem ser prejudicados pela crise na Parmalat e tiverem interesse em contratar linha de crédito para estocagem terão de disputar com outros clientes agrícolas os recursos, explicou ontem o vice-presidente de agronegócio do Banco do Brasil, Ricardo Conceição. Como medida de apoio, o setor pediu ontem ao governo a liberação de R$ 500 milhões para operações de Empréstimos do Governo Federal (EGF) em dinheiro ''carimbado'', ou seja, que não poderia ser disputado com outros setores.
''As propostas para estocagem de leite estão entre as demais. Os produtos agrícolas que têm preço mínimo estabelecido pelo governo disputam os mesmos recursos'', descartou. Para janeiro, o Banco do Brasil vai oferecer R$ 30 milhões para linhas de apoio à comercialização.
Conceição lembrou que a Parmalat tem leite estocado com dinheiro do Banco do Brasil, mas acrescentou que esse assunto é tratado por outra diretoria. ''Hoje, na situação atual, a empresa teria dificuldade em conseguir financiamento'', completou. O vice-presidente acrescentou que a instituição está analisando a situação dos produtores que têm dívida com o banco.

mockup