Produtores de leite bloqueiam indústria Ayrton Centeno
Centenas de produtores ocuparam ontem o pátio da indústria de beneficiamento Elegê, em Teutônia, a 107 quilômetros de São Paulo, para protestar contra o baixo preço do leite e as importações do produto. Segundo a coordenação do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o protesto durou 14 horas, reunindo mais de mil produtores, que bloquearam a entrada e a saída de caminhões das 3h às 17h. De acordo com a indústria, a manifestação interrompeu o beneficiamento de um milhão de litros de leite.
O movimento foi suspenso no final do dia, quando os agricultores e duas indústrias, Elegê e Parmalat, mais o Ministério da Agricultura, acertaram uma reunião para discutir o assunto na próxima sexta-feira, em Porto Alegre, com a presença do ministro Francisco Turra.
Os manifestantes reclamam que recebem, em algumas situações, somente R$ 0,12 por litro de leite entregue à usina. A mercadoria chega ao consumidor, na outra ponta, por até R$ 0,70, como observou um dos coordenadores do MPA, Áureo Scherer. Um levantamento do MPA indica que, em 1994, ano da implantação do Plano Real, o produtor recebia R$ 0,29 por litro. Agora, eles pedem o fim das importações de leite e derivados e querem retornar a este patamar de remuneração.
Os produtores paulistas reclamam da falta de participação dos paranaenses, mineiros e gaúchos. Eles devem ter um custo muito baixo, comentam.





