Produtores de fumo querem aumento no preço
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2004
Agência Brasil 
Brasília - Produtores do setor do fumo foram a Brasília ontem para a primeira reunião ordinária da Cadeia Produtiva. A principal reivindicação é o reajuste de 17,66% no preço do produto. Eles alegam que as grandes indústrias têm pago preços baixos aos fornecedores. O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, no entanto, afirmou que o governo não pode intervir nessas negociações. ''Deverão ser feita entre o produtor e a indústria. O governo irá participar, junto com a Câmara setorial do fumo, na formulação de políticas públicas, afirma Rodrigues.
De acordo com o presidente do Sindicato da indústria do fumo (Sindifumo), Cláudio Henn, ainda não há um acordo referente ao preço final que será repassado ao produtor. Iremos ter uma reunião no final de janeiro para discutir as questões de preço. O que temos, até o momento, é o comprometimento da indústria em comprar toda a safra, independente do volume e da qualidade, pelo preço mínimo da safra anterior, afirma Cláudio Henn.
De acordo com Cláudio Henn, a produção estimada de 2003/04 será recorde. A estimativa de produção é de 860 mil toneladas, gerando uma receita de R$ 4 bilhões para os produtores. Para exportação serão destinadas 550 mil toneladas, algo em torno de U$$ 1,4 bilhões, observa. Em 2002/03, a produção foi de 600 mil toneladas, receita de R$ 2,4 bilhões para os produtores. Para exportação foram destinadas 460 mil toneladas, U$ 1,1 bilhão.
O Brasil é o maior exportador de fumo, tendo a região Sul como principal produtora. Atualmente estamos exportando 85% de toda nossa produção. O mercado ilegal estagnou um pouco o comércio doméstico, mas, felizmente, por causa de problemas de custo de produção nos Estados Unidos e uma reforma agrária mal sucedida no Zimbábue, os grandes concorrentes brasileiros, o Brasil está aumentando gradativamente a sua participação no mercado internacional, afirma Cláudio Henn. O volume do mercado ilegal de cigarros teve uma redução de 11 bilhões de cigarros nos últimos dois anos.
A indústria do fumo também é responsável por milhares de empregos. Nas fábricas, são gerados entre 33 e 35 mil empregos. Já no campo, 190 mil pequenas famílias sobrevivem da produção. O Brasil é o segundo maior produtor de fumo, ficando atrás apenas da China.


