Produtores de cana ganham novo herbicida
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sexta-feira, 03 de fevereiro de 2006
Mariana Guerin<br>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - Cultura em expansão, a cana-de-açúcar gera mais de US$ 300 milhões por ano para os cofres nacionais. Com 5,4 milhões de hectares cultivados, com destaque para São Paulo, Alagoas e Paraná, o setor cresce anualmente cerca de 400 mil hectares. Aproveitado esta boa fase da cana, a Milenia lançou na noite de ontem, em Foz do Iguaçu, um novo herbicida com ação de pré-emergência para as principais plantas daninhas competidoras dos canaviais. O Butiron pode ser utilizado em cana planta ou cana soca, antes ou após a emergência da cultura durante seu ciclo.
De acordo com Luiz Traldi, diretor de planejamento estratégico da Milenia, o novo herbicida é ideal para áreas de pastagem recém convertidas em canaviais. ''O produtor precisa estender a vida útil da planta para diminuir custos. Nesse sentido, o herbicida é fundamental para garantir o rebrote vigoroso da cana para os cortes anuais'', explicou. O diferencial do Butiron, ressaltou Traldi, está no uso do ingrediente ativo de patente expirada.
A empresa investiu US$ 1,8 milhão em pesquisas toxicológicas, ambientais e de campo no lançamento do herbicida que será produzido na unidade da Milenia em Londrina. O público-alvo do produto, segundo Traldi, são médios e grandes usineiros que possuem área própria ou arrendada. O sistema de distribuição engloba cooperativas focadas na produção de cana e venda direta às usinas. O produto poderá ser utilizado em todo o território nacional, desde o Norte do Paraná até o Rio Grande do Norte.
Segundo Traldi, o segmento da cana-de-açúcar representa hoje 15% do faturamento global da Milenia e a expectativa é que o setor seja responsável por até 20% do lucro da empresa nos próximos cinco anos. ''Nosso planejamento estratégico é lançar um novo produto para cana a cada quatro anos'', disse. No entanto, o diretor admitiu que o avanço do segmento deverá forçar a empresa a acelerar as pesquisas. ''O mercado tem demanda constante por novos produtos e temos que aproveitar'', avisou.
Para Traldi, apesar da crise na agricultura como um todo, o momento é de otimismo. ''Com a mudança nas regras de registro, poderemos produzir mais a um custo menor e assim oferecer cada vez mais opções para o agricultor brasileiro'', concluiu.


