Ao final de cinco horas de uma assembléia realizada sexta-feira, os arrozeiros gaúchos decidiram manter sua mobilização, mas suspenderam os bloqueios à circulação de caminhões, que tinham começado em 18 de maio. ‘‘Consideramos que foi dado início ao cumprimento das negociações feitas em Paris’’, observou ontem o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto.
Ele se refere ao anúncio que o Ministério da Agricultura fez ontem, marcando para o dia 8 de junho o leilão de 80.001 toneladas de arroz. Na capital francesa, o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, havia anunciado a aquisição de 250 mil toneladas por meio de contratos de opção, após negociação com os produtores.
O governo acenou com a possibilidade de outros leilões, se houver necessidade. Os arrozeiros avaliam que o leilão sozinho não ajudará a recuperar o preço do produto e por isso mantêm a vigilância na comercialização.

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