Produtores buscam solução para problemas pontuais
O diretor do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Otmar Hubner, afirma que no caso da soja, o uso de transgênicos varia conforme a região e necessidade do agricultor para combate de determinadas pragas ou ervas daninhas. Já para os produtores de milho, a resistência à lagarta-do-cartucho é um grande diferencial para a escolha pelos híbridos geneticamente modificados, tendo em vista que a praga é generalizada e causava grandes perdas. ''O uso da biotecnologia no milho trouxe um ganho muito grande ao produtor, pois reduz os defensivos e gera um resultado melhor. Por isso, o uso de transgênicos cresceu tanto'', avalia.
O presidente da Fundação Meridional, Almir Montecelli, revela que o uso de soja transgênica já se estabilizou há cerca de dois anos no Estado, sendo adotada em mais de 90% das lavouras. No entanto, ele afirma que o surgimento de ervas daninhas resistentes e de variedades convencionais com boa produtividade podem modificar esse cenário, levando alguns sojicultores a optar pelas variedades não transgênicas. Simultaneamente, as pesquisas desenvolvidas para criação de variedades geneticamente modificadas com maior resistência também podem fazer com que o quadro permaneça sem alterações. ''É importante que o produtor tenha a sua disposição diversas cultivares, para que possa optar por aquela que se adapta ao seu problema'', avalia.(M.F.)





