O agricultor Cizuo Yorimori já produz laranja há mais de 10 anos e ajuda a abastecer a Corol. Com o projeto da cooperativa de industrializar a uva, Yorimori passou a dedicar 1,5 hectare da propriedade para a produção da fruta. Este mês, a segunda colheita da plantação rendeu perto de 4 mil quilos - pouco, mas o suficiente para deixar o produtor com boas expectativas.
''Ainda não dá para saber qual será o nosso rendimento, tudo é novo e muito recente. Mas acredito que teremos bons lucros'', analisa. O investimento na propriedade foi de R$ 8 mil. De acordo com ele, a diversificação de culturas na sua propriedade é o mais interessante do projeto porque dessa forma os riscos de prejuízo são menores. ''Se a safra da laranja não for boa, a da uva poderá ser'', espera.
A opinião do agricultor Otacílio Campiolo é semelhante. Para ele, ter uma produção diversificada é fundamental para sobreviver a uma crise do setor. ''Eu aderi ao projeto por esse motivo. Para não correr riscos de perder com alguma safra, o importante é plantar diversas culturas'', afirma. Em sua propriedade o agricultor planta cana, café e laranja. Ele aderiu ao projeto com uma área inicial de 2 hectares de plantação de uva.
Este mês, o produtor conseguiu colher 2,5 toneladas da fruta, abasteceu a Corol e já recebeu um adiantamento de R$ 0,30 por quilo. ''E ainda vou receber pelo resultado da indústria'', garante. Na próxima safra, Campiolo espera colher 500% a mais. O agricultor comentou que produzir uva se trata de um investimento alto. Ele mesmo aplicou cerca de R$ 15 mil por hectare e aguarda bons retornos, já quem tem um boa experiência com a produção da laranja: são 58 hectares plantados. (E.Z.)

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