Produtores apontam saídas para a agricultura
Ponta Grossa sediou ontem o Workshop Paranaense Grande Produção Agrícola. Mais de 70 entidades de várias regiões do Estado estavam representadas no evento para discutir o cenário atual, as tendências e o papel do governo e da iniciativa privada nas cadeias produtivas das grandes commodities.
O objetivo do evento, segundo o diretor-geral da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, é ouvir os setores produtivos para, a partir dos seus anseios, montar o esqueleto de uma política agrícola estadual para a próxima década. Para isso, os participantes foram divididos em grupos e cada equipe discutiu um dos temas da pauta (comercialização e mercado, tecnologia e qualidade, sanidade e sustentabilidade, infra-estrutura e apoio). No fim do dia, cada grupo apresentou as propostas para um trabalho futuro.
Algumas preocupações dos agricultores ficaram evidentes, tendo sido levantadas por mais de um grupo. Uma dessas preocupações é o custo com o transporte. Segundo os produtores, o transporte ferroviário é caro, insuficiente e ineficiente e o transporte rodoviário apresenta custo elevado.
Eles também pedem uma reavaliação da política tributária e fiscal para o setor, para reduzir custo Brasil, um dos mais altos do mundo. Os produtores estão preocupados ainda com questões de sanidade, capacitação técnica, pesquisas e principalmente, apoio aos pequenos agricultores.
Temos pouco tempo para adotar medidas e evitar uma fuga em massa do campo e não perder a competitividade dentro e principalmente fora da porteira, ressaltou Ortigara.
Segundo ele, a garantia que a Secretaria da Agricultura pode dar no sentido de atender essas reivindicações é a sua boa vontade em atender cada vez melhor o campo. A competência em conquistar esses avanços cabe a todos nós. Teremos que juntos, secretaria e agricultores, vender essas idéias politicamente, destacou.
Além de Ponta Grossa, o workshop já foi realizado em Cascavel (animais de pequeno porte) e estão previstos mais quatro para 2001, em Francisco Beltrão (agricultura de pequeno porte), Maringá (animais de grande porte) e Londrina (hortifrutigranjeiros).
Ortigara acredita que o documento que resultará de todos esses workshops vai exigir um fortalecimento do Conselho Estadual de Política Agrícola, que hoje atua mais de maneira informal, além de provocar alterações na legislação agrícola do Estado.





