Produtores aguardam política pública
Produtores de grãos diversos na cidade de Cambé, o casal Sérgio e Gilvane Amano já sofreu com a geada este ano. Eles resolveram plantar o trigo em duas etapas, mas na primeira delas, quando apostaram numa área de 30 hectares, perderam tudo devido às baixas temperaturas. Porém, no talhão novo, de 100 hectares, acreditam que podem ter um bom retorno, já que os preços subiram devido as perdas no Sul do País.
Gilvane participou do fórum em Londrina e disse que no período de 30 anos em que lida com as lavouras do cereal, nunca viu uma política pública interessante que atendesse as necessidades dos triticultores. "Eu entendo que o produtor não pode depender das ações governamentais. Acredito que cada um deve fazer seu próprio planejamento e procurar um caminho que considera mais interessante. No meu caso, tenho suporte da cooperativa", salientou ela, que é cooperada da Integrada.
O produtor cambeense Carlos Sato, também cooperado da Integrada, comentou que o mais interessante seria uma política que garantisse pelo menos o preço mínimo e o seguro agrícola. "Hoje o preço está bom, mas por vários anos o mercado foi ruim." (V.L.)





